SEP - Sociedade Espeleológica Potiguar

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SEP - Sociedade Espeleológica Potiguar

Espeleologia no
Nordeste

HÁ POUCO MAIS DE 30 ANOS, vários grupos vêm praticando modalidades da Espeleologia no Nordeste do Brasil. Trata-se de um movimento recente, se comparado a outras partes do país ou do mundo, quando, desde o séc. XIX, já se falava em estudos sobre cavernas, por exemplo, no continente europeu. Pelos rigores que a atividade de exploração do subterrâneo impõe, usualmente são formadas equipes com pessoas de perfis bem diversos, que vão às grutas buscar desde a superação física, até a aplicação de técnicas de documentação ou desenvolvimento de pesquisas científicas. Esses grupos compostos por voluntários são importantes ao avanço do conhecimento sobre as cavernas, pois desses trabalhos resulta a maior parte do que se sabe hoje sobre as cavernas brasileiras.

A ESPELEONORDESTE – SOCIEDADE NORDESTINA DE ESPELEOLOGIA representa a união de esforços oriundos de várias partes do Nordeste e, atualmente, congloba a Sociedade Espeleológica Potiguar – SEP. Trata-se de um movimento sem fins lucrativos, que apoia projetos voltados ao conhecimento, divulgação e preservação do patrimônio espeleológico. Suas ações são amparadas em pesquisas destinadas à prospecção de áreas com potencial cavernícola, possibilitando novas descobertas, e ao detalhamento de grutas já cadastradas, trabalho realizado através de produção de mapas, memoriais físicos, inventários de fauna, estudos comparativos diversos, produções audiovisuais, análises de impactos antrópicos e levantamentos históricos de como o homem vem assimilando o universo cavernas ao seu espaço de convívio. A reunião de todas essas informações permite não somente compreender o valor de centenas de grutas já identificadas, mas, especialmente, enxergar a riqueza ambiental e o potencial desse valioso conjunto de bens naturais.




Exploradores
Potiguares

A SOCIEDADE ESPELEOLÓGICA POTIGUAR - SEP foi criada em março de 2006 e, após mais de uma década de voluntariado dedicado à produção de conhecimento e preservação das cavernas do Nordeste do Brasil, consolidou-se como uma das mais ativas associações espeleológicas brasileiras. Os principais trabalhos do grupo possibilitaram atingir importantes resultados, dentre os quais se destacam: a adição de centenas de novas cavernas ao conjunto já conhecido; a produção de mais de 200 mapas topográficos de grutas nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco; a construção de um banco de imagens com representações artísticas das principais ocorrências cavernícolas situadas na Bacia Potiguar e no embasamento da Província Borborema; o início do inventário da fauna endocárstica das grutas potiguares e a descoberta de várias jazidas fossilíferas associadas a grutas e abrigos.

A dedicação e a constância dos trabalhos dos associados e colaboradores, permitiu à SEP ser a pioneira no Norte-Nordeste do país na manutenção de uma revista eletrônica voltada à divulgação do conhecimento sobre as cavernas do Nordeste – a revista Lajedos. Filiada à Sociedade Brasileira de Espeleologia – SBE, a SEP manteve, ainda, durante todo o período, forte intercâmbio com diversos profissionais, técnicos, entusiastas e pesquisadores acadêmicos de várias partes do Brasil e do Estados Unidos, fortalecendo elos com a iniciativa privada e o setor público. Atualmente, a entidade vem expandido suas fronteiras de exploração, com a documentação do patrimônio espeleológico, especialmente, no Rio Grande do Norte, Ceará e na Bahia.




Campo de
atuação

A Sociedade Espeleológica Potiguar, precipuamente idealizada como uma pessoa jurídica para dar suporte a pesquisas em ambientes cársticos, com o passar dos anos, evoluiu e conseguiu cumprir ambiciosos objetivos sociais graças a inúmeras parcerias com instituições públicas e entes privados, focando no gerenciamento de recursos materiais, financeiros e humanos. Essa forma de gestão do grupo mostrou-se como imprescindível, pela ausência de aportes financeiros governamentais. Na verdade, todos os montantes empregados à manutenção da associação são oriundos de doações de seus sócios ou da contraprestação onerosa de serviços pactuados em áreas como licenciamento ambiental, sondagens, mapeamentos e gestão de recursos hídricos, dentre outros. Através desses contratos, foi possível o direcionamento de valores financeiros aos principais e mais nobres interesses do grupo, pois manter equipes documentando cavernas, em campo, envolve alocação equipamentos e deslocamento de pessoas com custos que, nem sempre, podem ser mantidos somente pelos associados.

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